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Mundo moderno... pessoas à procura de explicações, carros, escritórios, barcos, aviões, jet skis, papiros, papiros, papiros.

Música... caminho da descoberta, da voz própria, da expressão.

“Psicografei” muitas influências internas e externas, e a jangada parte em homenagem ao grande compositor húngaro Béla Bartók, um resgate que se mistura ao Tambor de Crioula, ritmo tradicional do Maranhão, em “Tambor Húngaro”.

Depois vem o cacuriá maranhense, que se une a Stravinsky. A música é, na verdade, a passagem pela vida, a sagração, o nascimento e a morte. Só podia dar em “Cacuriando”...

Tem também o baião que se integra com a Índia. “Undia” é quando o lado 'selva' do homem descobre o universo, se eleva, chega ao espiritual. Munderno também brinca com boiadas diferentes...

O Boi de Zabumba e o Boi da Ilha, de São Luís, marcam encontro, e logo conversam em cheirosas melodias e harmonias pós-mundernas. E tudo “Reuniu”.
Aí, nesse bem rebolado, surgem novos sabores daquelas pra sempre, como “Assum Preto”, que integra o sertão nordestino aos desertos orientais, a seca daqui com a de lá.

A “Garota de Ipanema” se revela um tanto vil, mundana, e “Humpty Dumpty” mostra
Chick Corea vendo o samba passar.

Pra terminar... ou começar, deixa fluir outro samba “Vazio”, e o lirismo que faz bem na alma da gente, de improvisações mil... que tal 12 minutos? É a “Sépia”. Fim.
Do primeiro...


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